artigos

SAIA DO PILOTO AUTOMÁTICO E APRENDA ESTAR 100% PRESENTE COM MINDFULNESS

SAIA DO PILOTO AUTOMÁTICO E APRENDA ESTAR 100% PRESENTE COM MINDFULNESS

O QUE SIGNIFICA MINDFULNESS?

Mindfulness significa Atenção Plena. Possui sua origem nas práticas budistas, porém ao longo do tempo vem sendo estudada pela ciência dentro das práticas psicoterápicas e hoje é uma prática validada que foi incorporada nas Terapias Cognitivas como uma ferramenta que auxilia no tratamento psicológico. Seu principal conceito é prestar atenção no momento presente, sem julgamento.

EM QUE CONSISTE ESSA PRÁTICA E PARA QUEM É INDICADA?

É um exercício de atenção e concentração que visa trazer nossa atenção para o momento presente e trabalhar uma postura de aceitação e não julgamento.
Nesse sentido, o objetivo final é o de regulação emocional, isso porque é muito comum que muitos dos nossos sintomas e sofrimentos venham do nosso funcionamento automático de ficar remoendo coisas do passado ou antecipando problemas do futuro. Por isso, a prática de atenção plena é um recurso para te trazer e te tornar cada vez mais consciente no momento presente.
Existem três elementos centrais que vão caracterizar a prática ou três pilares: atenção, intenção e atitude.
A atenção é o objeto principal, vamos concentrar a nossa atenção com uma intenção, ou seja, propositalmente para uma âncora. E a atitude, é como esse movimento será realizado, que é com uma postura de aceitação, observação e não julgamento.
O mindfulness é indicado para transtornos de ansiedade e depressão leve ou moderado, sendo um coadjuvante importante no tratamento destes transtornos, bem como para todas as pessoas que desejam melhorar seu humor, atuar na prevenção e obter mais qualidade de vida e saúde mental.
No entanto, a prática de Atenção plena não é indicada para crises agudas de depressão e ansiedade. Pacientes em crises devem primeiro ser estabilizados para só então fazerem uso dessa prática. Sendo assim, nesses casos é imprescindível que o indivíduo busque tratamento psicológico, pois o profissional saberá o melhor momento de inserir a prática de forma segura.

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DO MINDFULNESS?

O mindfulness proporciona inúmeros benefícios, dentre eles podemos destacar: o aumento da produção de alguns neurotransmissores como a Dopamina, neurotransmissor do prazer. Serotonina, que auxilia na regulação do humor e endorfinas consideradas analgésicos naturais do corpo.
Reduz os níveis de estresse, melhora no sono, imunidade, hipertensão, dores crônicas, sintomas de ansiedade, memória, concentração e foco e contribui para uma boa saúde mental e bem estar geral do indivíduo.
Além disso, o mindfulness ajuda a diminuir o sofrimento derivado de preocupações e ruminações. Existe uma frase do Buda que diz “A dor é inevitável, o sofrimento é opcional”. Por vezes, passamos por momentos e situações realmente difíceis e que por si só causam dor. Porém, o sofrimento é justamente tudo que colocamos a mais nessas situações como, por exemplo, a reclamação, a ruminação e a não aceitação. O
mindfulness nos ajuda a olhar para as coisas como elas de fato são, sem julgar, diminuindo assim o nível de sofrimento.
Outro benefício é o aumento do controle da nossa mente, pois com a prática ficamos cada vez mais hábeis em manejar nossa atenção de forma proposital para as coisas que realmente importam.
Por fim, o mindfulness também nos permite aprender a olhar para a situação sem se envolver tanto com ela e isso nos dá a oportunidade de ter uma percepção mais clara sobre a situação e não agir nos extremos- razão x emoção- e sim conseguir encontrar um ponto de equilíbrio, um meio termo, pois treinar a capacidade de aceitação e não julgamento proporciona mais elementos para a resolução de problemas e nos faz agir mais sabiamente.

COMO APLICAR O MINDCULNESS?

O mindfulness pode ser aplicado de duas formas, através da prática formal e informal. A prática formal consiste em separar um tempo do seu dia para treinar a concentração em uma âncora escolhida, sendo a mais comum a respiração. Para realizá-la, você só precisa se sentar ou se deitar em um local confortável e ficar um tempo prestando total atenção na sua respiração. Não é preciso alterar o ritmo da sua respiração, apenas observar como a respiração está acontecendo no seu corpo, as sensações internas e externas, o ritmo etc. A atitude é trabalhada toda vez que você percebe sua atenção se distraindo, nesse momento, você só observa e gentilmente traz a sua atenção de volta para a sua respiração, sem se julgar. Não importa quantas vezes isso acontece, não há nenhum problema, pois a prática não tem o objetivo de que você não se distraia ou que você relaxe, é simplesmente o movimento de treinar a concentração e não julgar caso ocorra uma distração, fazendo com que você não se envolva em seus pensamentos. As práticas formais nos permite expandir a habilidade de se concentrar e estar atento, para nossa vida como um todo. Funciona semelhante à prática de atividade física, diariamente você separa um tempo do seu dia para fortalecer sua musculatura e no dia a dia naturalmente você tem mais força. Gosto muito de fazer essa analogia, pois é como se a mente fosse um músculo, é preciso treino para deixá-lo forte. 

A prática informal consiste, portanto, em aplicar o conceito de atenção plena nas situações do dia a dia, principalmente aquelas que fazemos no “piloto automático”. Tarefas que fazemos, mas estamos com a cabeça em outro lugar, pensando, se preocupando com outras coisas, por exemplo, escovar os dentes, tomar banho, caminhar, comer e dirigir. O objetivo da prática informal é que cada vez mais você traga a sua atenção para aquilo que você está fazendo e esteja 100% presente e consciente naquele momento. Isso o faz aproveitar mais os momentos da sua vida ao invés de não estar com a mente presente. No entanto, é importante considerar que o propósito não é ficar 100%, 24 horas por dia em atenção plena. Estar no piloto automático em algumas situações é importante e necessário, isso nos poupa energia e poupar energia faz parte de um princípio de sobrevivência. O problema é que esse funcionamento de automatizar as coisas acabou nos permitindo ficar ruminando, pensando nos problemas ou se preocupando improdutivamente com muitas coisas, causando prejuízo nas nossas tarefas diárias, pois todo esse tempo que estamos pensando excessivamente, não estamos presente no que estamos fazendo. Portanto, o objetivo é que com essa prática possamos deixar de ser refém dos pensamentos ruminativos e das preocupações improdutivas e podemos reconhecer e escolher de forma consciente quando precisaríamos ou poderíamos estar 100% presente, quando seria mais útil e produtivo estar inteiro naquilo que estamos fazendo, por exemplo, em momentos com a família e os amigos, na leitura de um livro, em conversas ou outras interações, na hora de se alimentar etc.

Existem hoje em dia, muitos aplicativos que podem auxiliar na execução da prática de forma guiada e também é possível aprender a prática realizando psicoterapia com um psicólogo que trabalhe com Terapias Cognitivas.

QUAL A DIFERENÇA DE MINDFULNESS E MEDITAÇÃO?

Há uma diversidade de práticas de meditação, porém na maioria delas o objetivo é a reflexão. Já o mindfulness utilizado na psicologia tem o objetivo de atenção e concentração e não de reflexão e relaxamento. O Mindfulness também não possui nenhum cunho religioso ou espiritual. É uma prática embasada na ciência e bastante utilizada no tratamento psicológico.

ATENÇÃO!

Para gozar dos benefícios é importante ter uma regularidade na prática, ou seja, ser constante, praticar todos os dias. Isso porque, o mindfulness é uma prática que acontece em um processo contínuo, ou seja, deve se tornar parte do estilo de vida do indivíduo e não apenas ser utilizado como uma técnica ou ideia passageira. Portanto, exige persistência e disciplina. 

Importante considerar, no entanto, que mindfulness não é o milagre da resolução de todos os problemas. É uma prática bastante importante e eficaz, mas não resolve sozinha todos os nossos problemas. Ele é sim um elemento fundamental para nosso bem estar e saúde emocional, mas deve ser inserido dentro de um processo com outros elementos que também são importantes para tratar e prevenir problemas psicológicos, pois qualidade de vida e saúde mental é sempre sobre um conjunto de fatores e não aspectos e técnicas isoladas.

SAIA DO PILOTO AUTOMÁTICO E APRENDA ESTAR 100% PRESENTE COM MINDFULNESS Read More »

ANSIEDADE: O QUE É E COMO MELHORAR

homem segurando papel escrito help (tradução ajuda)

Vou começar esse texto lhe explicando de onde vem a ansiedade, porque a sentimos e qual a importância dela na nossa vida. Após, vou te mostrar como dois comportamentos que você tem podem estar ativando e alimentando sua ansiedade, lhe trazendo sérios prejuízos e ainda como melhorá-los.

Em primeiro lugar, é importante que você entenda que a ansiedade não é uma vilã. Ela é uma emoção natural e importante que está presente na nossa vida desde o começo da nossa vida. A ansiedade é parte da nossa herança biológica. Ela nasceu diante dos perigos que ameaçavam a vida dos nossos ancestrais (predadores, fome, doenças). Foi a partir desses perigos que nossa evolução desenvolveu algumas qualidades necessárias a fim de evitá-los, dentre elas, as diferentes formas de precaução e medo. Neste sentido, o medo tinha a função de nos proteger e por isso eram adaptativos, funcionando como instinto de sobrevivência.

O problema é que não vivemos mais naquele mundo primitivo e os medos que trouxemos dele não são mais adaptativos, pois os desafios que encontramos no nosso cotidiano hoje diferem dos encontrados pelos nossos ancestrais.
No entanto, nosso cérebro continua a funcionar pelos nossos instintos primitivos de sobrevivência e vivemos agindo de acordo com uma série de “regras” ultrapassadas a fim de nos proteger de riscos que não fazem mais sentido atualmente.
Nosso ambiente hoje é mais seguro e alguns dos nossos medos são então, desnecessários. As regras que nos protegiam na vida selvagem não fazem mais sentido no nosso trabalho e na nossa casa.

Esses instintos primitivos não funcionam mais nos dias de hoje, não são mais adaptativos, se tornaram crenças irracionais que afetam drasticamente e comandam nossos pensamentos e nossos comportamentos.

A ANSIEDADE FUNCIONA COMO UM ALARME

Em segundo lugar, para que você aprenda a lidar melhor com essa emoção, primeiro você vai precisar compreender como a ansiedade funciona. Para isso, imaginemos nosso corpo como uma casa. Assim, como qualquer casa ele tem suas fragilidades e está sujeito a vários tipos de ameaça. Uma forma que encontramos para proteger nossa casa dos perigos foi o sistema de alarme. O alarme tem o objetivo de nos informar através de uma sinalização que há algum perigo e que precisamos ter uma ação frente a isso. 

Da mesma forma funciona a ansiedade em nosso organismo. Sua função é nos alertar para um possível perigo e fazer com que tenhamos alguma atitude frente aquilo. Tal como qualquer sistema de alarme, quando ativada, é emitido uma sirene que toca, no nosso caso: batimentos cardíacos acelerados, tensão muscular, respirações rápidas, náuseas, sufocamento, dificuldade para respirar, calafrios, tremores, entre outras sensações físicas que começam a avisar que algo de errado irá acontecer.

O problema é que no caso da ansiedade, o que nos avisa desse perigo é nosso próprio pensamento, ou seja, a nossa avaliação da situação é um dos elementos que dispara o “alarme”. Isso porque, nosso cérebro é um simulador da realidade. Ele simplesmente executa nossos pensamentos sem julgar a qualidade daquela informação.

O perigo

E aí que está o perigo, pois se a informação for um pensamento do tipo: “SERÁ que vai dar errado?” nosso cérebro executa essa informação com o sistema que cuida disso, dos possíveis perigos, que é a ansiedade. É como se o alarme disparasse em falso. Sendo assim, o maior problema da ansiedade é como ela está sendo ativada. Qual a intensidade e a frequência que ela esta sendo ativada? Será que ela está disparando de forma útil e corretamente com o contexto? Ou será que ela está disparando em falso?

Diante disso, o que você precisa fazer é parar e observar. Identifique sua ansiedade. Observe o porquê sua ansiedade foi ativada, avalie a sua interpretação e perceba quando é o momento de agir ou de aceitar. O sistema de alarme não muda e a ansiedade não vai desaparecer, a grande questão é o que fazemos a seguir, qual atitude tomamos. E é sobre isso que falaremos nos tópicos a seguir.

NÃO TENTE CONTROLAR SUA ANSIEDADE

Aqui está um comportamento típico que executamos ao experimentarmos a ansiedade, o controle. Funciona assim: ao nos sentirmos ansiosos, nossa mente nos envia uma mensagem dizendo que nada é seguro. As regras que acompanham essa mensagem dizem que há algo fundamental que devemos fazer, ou não fazer para ficarmos seguros. Porém, nem sempre essas mensagens são verdadeiras, na maioria das vezes são distorcidas. Pois, como já comentamos anteriormente o que nos avisa desse perigo é nosso próprio pensamento, ou seja, a interpretação que fazemos da realidade e não exatamente a realidade em si.

O problema é que muitas vezes sua mente produz um alarme falso, vinculando equivocadamente a situações que não são perigosas. A boa notícia é que é possível nos libertarmos da ansiedade que limita a nossa vida e causa inúmeros prejuízos. E uma das formas de se fazer isso é questionando essas mensagens e colocando essas regras à prova. Assim, a partir de novas experiências positivas acerca dos nossos medos, nosso cérebro aprenderá a ser mais racional e menos instintivo.

Voltando ao controle, o que acontece é que as pessoas que sofrem de ansiedade com frequência utilizam a tentativa de controlar todas as situações, pois acreditam que sua segurança depende de sua capacidade de controlar todos os fatores de seu ambiente. Porém, esta é uma percepção distorcida, uma vez que é impossível controlar todas as coisas. 

Dica

O maior problema é que a própria percepção disso faz com que você sinta ainda mais ansiedade. Funciona assim: você tenta a todo o momento controlar sua ansiedade controlando as coisas que estão a sua volta. 

Você tem medo que as coisas saiam do seu controle e por isso, está sempre buscando uma maneira de assumir o controle. Você se percebe ansioso e então você tenta lutar contra seus pensamentos, sentimentos e sensações como se tentasse escapar de você mesmo. Mas, ironicamente, quanto mais você tenta controlar sua ansiedade, pior ela fica. Isso porque, tentar controlar é algo que não funciona e então você sempre perde.

Portanto, se você sofre de ansiedade e quer melhorar isso, essa dica é para você: LIVRE-SE DA NECESSIDADE DE CONTROLAR. Ao invés de tentar controlar seus pensamentos, sentimentos e sensações, quero lhe propor que apenas os OBSERVE e os ACEITE. Observe as sensações que acontecem no seu corpo, observe tudo que estiver fora de você. Como é o ambiente que você está? Que coisas você vê? Desvie sua atenção das coisas que você está tentando controlar. Deixe que os pensamentos fluam em você sem tentar lutar ou julgar. Deixe acontecer. Todo pensamento, sentimento ou sensação flui e desaparece. Respire fundo, relaxe seus músculos. Aceite sua ansiedade e a deixe passar.

ENFRENTE SEUS MEDOS

Vimos no parágrafo anterior que um dos comportamentos que as pessoas que sofrem de ansiedade frequentemente executam é tentar controlar as situações. Porém, quando o controle total não é possível elas buscam uma maneira de evitar a ansiedade evitando as situações. Isso porque elas pensam que os riscos podem ser eliminados se recusarem enfrentá-los. E esse comportamento de evitação parece tão eficaz num primeiro momento, pois traz um alívio imediato, porém não resolve seu problema, pelo contrário, quando você percebe está evitando toda e qualquer situação, por mais simples que seja. Isso porque, uma consequência disso é a paralisia.

Temos medo de andar de avião, por isso, nunca fazemos aquela viagem dos sonhos ou visitamos aqueles parentes distantes. Acreditamos que não somos capazes de lidar com o desconforto e, portanto, nos cercamos de inúmeras limitações e nos tornamos imóveis.
Uma manifestação comum da paralisia é a indecisão. Não agimos até que tenhamos certeza absoluta. O medo de tomar a decisão “errada” nos impede de tomar qualquer decisão.
Esse comportamento de evitar te leva à procrastinação. Nossos pensamentos dizem que não devemos fazer nada até que saibamos que é 100% seguro e não tenhamos medo. Adiamos as situações a qual nos sentimos ansiosos como trabalhar em algo que não temos certeza se daremos conta, ir ao psicólogo, etc. Porém, quando obedecemos ao nosso instinto de não enfrentar situações de “perigo” deixamos de aprender uma importante lição, que é a de que nós de fato temos a capacidade de aprender a lidar com as dificuldades.

 

Avalie os riscos

Portanto, para mudar isso, quero lhe propronho o seguinte: Ao invés de evitar, enfrente os seus medos.

ATENÇÃO! Não estou falando para se tornar imprudente ou correr riscos desnecessários.

Estou apenas sugerindo que se questione quanto aos seus medos e PENSE NAS PROBABILIDADES. Refiro-me aqui aos medos pequenos e muitas vezes insignificantes, mas que, aprisionam milhares de pessoas.

Para isso, se pergunte: O que a maioria das pessoas pensa ou faz? Quais são as probabilidades de as coisas correrem bem?

Se as probabilidades são de milhões para um de que o avião não caia, confie nelas.

Para concluir, aprenda a fazer as coisas mesmo quando elas provoquem ansiedade, faça mesmo com medo. Só assim seu cérebro poderá aprender como lidar com situações que provocam ansiedade. Pare de fugir do desconforto. Não espere se sentir pronto. Aceite os riscos razoáveis. Para aprender a nadar é preciso entrar na água e se molhar.

Mas, se estiver muito difícil, saiba que você não precisa enfrentar tudo isso sozinha, entre em contato comigo, quero lhe ajudar.

Um beijo.

ANSIEDADE: O QUE É E COMO MELHORAR Read More »

O QUE NUNCA TE CONTARAM SOBRE AUTOESTIMA.

Muito se escuta falar por aí, sobre a importância da autoestima e o quanto uma autoestima baixa pode prejudicar tanto a si próprio quanto as suas relações interpessoais.

Mas, o que quase ninguém conta é que na verdade a autoestima não se refere a um conceito técnico dentro da psicologia. Sim, isso mesmo, autoestima se refere a um conceito do senso comum, que ficou popularmente conhecido e acabou sendo bastante disseminado na população em geral. E é por isso, que tudo que você pesquisa sobre autoestima acaba repetindo sempre mais do mesmo, com aquela velha história que é preciso se amar.

Autoestima para a psicologia

Dentro da psicologia o que é chamado de autoestima no senso comum pode ser traduzido a um conjunto de conceitos psicológicos, ou seja, há vários fatores que interferem na autoestima e meu intuito aqui é justamente trazer alguns desses conceitos para você ter um entendimento mais profundo sobre esse assunto e quem sabe conseguir de uma vez por todas, melhorar sua autoestima.

 

Na psicologia, a autoestima se refere às crenças que desenvolvemos sobre nós mesmos. Ou seja, a visão que temos de nós. E essa visão impacta diretamente em todas as áreas da nossa vida, pois as crenças que desenvolvemos funcionam como um guia para todas as nossas vivencias internas e externas. Elas funcionam como a lente dos nossos óculos, nos fazendo enxergar o mundo através dessa perspectiva.

 

E só fazendo um parêntese aqui para que você não fique totalmente perdido, as crenças são ideias, regras, pressupostos que todos nós desenvolvemos desde a nossa infância através das experiências vivenciadas ao longo da vida. São elas que nos fazem pensar, sentir e agir mediante as situações e é possível termos crenças sobre o futuro, sobre as outras pessoas e sobre nós mesmos, sendo que a autoestima estaria dentro desse último conjunto de crenças. O grande problema é que nem sempre essas crenças que construímos e o que aprendemos são funcionais. Mas, a boa notícia é que possível reestruturá-las e até mesmo construir novas.

 

Como eu disse, por não ser um termo técnico, não existe um único entendimento para a autoestima. Existem vários entendimentos, vai depender de como cada teórico a classifica. No entanto, existe um Psicólogo, chamado Walter Riso que, para facilitar o nosso entendimento sobre autoestima, dividiu e conceituou-a em quatro pilares, são eles:

AutoConceito

Diz respeito a visão que você tem sobre si mesmo, como você se vê, geralmente se apresenta na forma de EU SOU alguma coisa. Exemplos: Eu sou interessante, eu sou competente, eu sou insegura, eu sou incapaz.

Aqui se concentra exatamente aquelas crenças que você tem sobre si. O que você pensa sobre você, como você se define e se conceitua.

Autoimagem

Diz respeito à concepção que você possui da sua imagem, é como você se vê e se percebe. É a opinião que você possui sobre a sua aparência física ou ainda da sua apresentação.

Importante lembrar que a concepção que possuímos de nós mesmos é uma concepção subjetiva, ou seja, não é necessariamente a imagem objetiva que enxergamos no espelho, geralmente essa imagem é acrescida de afetos e/ou julgamentos e isso interfere na nossa percepção. Sem contar que nós aprendemos e internalizamos certo conceito ou padrão de beleza e isso também pode acabar interferindo na percepção da nossa imagem.

AUTOREFORÇO

Diz respeito ao quanto você se reforça, se valida, se gratifica e se premia. O reforço tem sempre um papel muito importante em qualquer situação, pois a partir dele é possível aumentar a probabilidade de determinado comportamento se consolidar e/ou repetir. Por exemplo, se eu te disse que você fica linda quando veste a cor azul, isso provavelmente aumentará as chances de você usar mais azul. Aqui entra também aquela ideia de que quando amamos alguém procuramos sempre demonstrar isso de alguma forma. Ou seja, o amor existe e se mantém através de ações. O autoreforço nada mais é que as ações, atitudes que você dirige a você mesmo levando em conta essa demonstração de amor, carinho e afeto a si próprio.

AUTOEFICÁCIA

Diz respeito o quanto de confiança você tem em você mesmo, o quanto se sente capaz e competente com as coisas. Se você não acredita em si mesmo você acaba caindo em um ciclo de não ter ou evitar desafios e problemas e desiste antes mesmo dos primeiros obstáculos e isso reforça ainda mais sua baixa autoeficácia, pois desta forma, não há resultados e sem resultados não é possível melhorar seu senso de competência. E quer saber por que temos uma necessidade de nos sentirmos úteis e competentes? Porque é isso que gera autonomia, e é isso que nós seres humanos tanto almejamos enquanto adultos. Portanto, não se sentir capaz, útil, confiante e competente tem o poder de destruir drasticamente a sua autoestima.

TRÊS PASSOS PARA MELHORAR a autoestima

O primeiro passo consiste em descobrir como todos esses conceitos se apresentam em você. Ninguém modifica o que não conhece. Comece a se observar e se questionar a respeito desses conceitos. Se pergunte: Como eu me vejo? Como eu me conceituo? O que eu acho sobre mim? O quanto eu me reforço? Sou muito crítico comigo mesmo? Perfeccionista? Tenho a tendência de não me validar, de distorcer as coisas, olhar somente para os aspectos positivos? O quanto eu acredito na minha capacidade de enfrentar desafios e resolver problemas? Me sinto útil e competente?

O segundo passo consiste em você começar a desempenhar um esforço dirigido para melhorar esses conceitos através da flexibilização dessas crenças, ou seja, tente não ser 8 ou 80, encontre meios-termos e vai flexibilizando essa visão totalmente negativa sobre si mesmo.

Procure não ser tão perfeccionista, não se rotular e não se criticar tanto. Encontre pontos positivos e qualidades em você. Reveja suas metas e as possibilidades reais de atingi-las. Aprenda a perder e seja mais realista. Se tiver algo em você que lhe incomoda analise se é possível modificar. Se for possível mude, se não for aceite e entenda que esse é apenas um dos pilares. Foque nos outros.

Lembre-se que a beleza até pode ser decisiva num primeiro momento, mas se a pessoa for arrogante, desagradável, a beleza não se sustenta. O importante é o conjunto. Então, se conecte com seus valores. Desenvolva ações para se validar, se reconheça, se elogie, se presenteie, se agrade, de forma simples, tire um tempo para você.

E por fim, se arrisque mais, elimine o “não sou capaz” ou o “não consigo”, lembre-se que para saber isso primeiro você precisa tentar. Não significa acreditar que consigo tudo, todos nós temos limitações. É preciso avaliar conscientemente e se colocar a prova para aquilo que você tem uma mínima capacidade para tal, apesar do medo. Pare de ser pessimista e não seja fatalista. Reconheça as coisas que você é bom e tente desenvolver as coisas que você queira melhorar, treine e se dedique a elas.

O terceiro passo consiste em buscar um psicólogo e realizar psicoterapia. Nem sempre conseguimos fazer tudo sozinhos, isso não significa que o seu problema não tem solução, significa apenas que talvez você não dispõe das ferramentas necessárias para isso. Sempre há uma forma de melhorar, não desista de você!

Caso queira aprofundar nesse assunto, leia o livro do Walter Riso, “Apaixone-se por si mesmo”.

O QUE NUNCA TE CONTARAM SOBRE AUTOESTIMA. Read More »

Como me livrar do estresse?

mulher exausta com as mãos na cabeça em frente do notebook

Primeiro entenda o que é estresse

O Estresse é uma reação natural, importante e necessária do nosso organismo que tem como objetivo nos adaptar a determinada situação e nos manter vivo. Ou seja, sempre que seu cérebro interpreta uma situação como ameaçadora (estressante), todo o seu organismo passa a desenvolver uma série de alterações para se adaptar aquela situação de risco.

Para exemplificar, imagine que você é um homem das cavernas. Você sai para caçar e avista um Leão. Automaticamente o seu organismo entra em estado de ALERTA (primeira fase do estresse) e seu sistema nervoso começa a liberar uma série de substâncias em seu organismo como, por exemplo, a adrenalina e o cortisol a fim de preparar seu corpo para lutar ou fugir desse Leão. Nesse momento, seu coração dispara, você respira mais rápido, os seus músculos ficam contraídos e as suas pupilas dilatam. Você dispara correr e finalmente consegue fugir do Leão. Seu organismo percebe que não há mais perigo e então volta a funcionar em seu estado natural.

Até aí tudo certo. O estresse te manteve vivo.

Então, qual o problema com o estresse?

O problema está em quando não conseguimos retornar ao nosso estado de equilíbrio e permanecemos estressados de forma constante. Isso fará com que o nosso organismo libere muitas substâncias dentro do nosso corpo e o excesso dessas substâncias, mais especificamente o cortisol pode causar vários malefícios, pois se secretado em longo prazo, o cortisol pode ser extremamente tóxico.

Hoje não temos mais leões para fugir e, portanto, nossas situações ameaçadoras (estressantes) são outras, como, por exemplo, o trânsito, os problemas no trabalho, na família etc. Então imagina só essa ação toda que acontece no seu corpo diante das situações estressoras acontecendo todos os dias e várias vezes por dia. 

Mas a grande questão é: como você lida com essas pequenas tensões diárias?

Mais perigosa que a situação em si é a forma como eu lido com essa situação. Isso significa que, basta eu PENSAR na situação estressora que eu já ativo toda essa reação de alerta no meu organismo. 

O estresse possui quatro fases

PRIMEIRA FASE: ALERTA
Ocorre quando entramos em contato com algum agente estressor. Ela é considerada a fase positiva do estresse, pois o organismo se prepara para luta ou fuga, sendo essencial para a preservação da vida. Portanto, os sintomas presentes nessa fase se referem ao preparo do corpo e da mente para a preservação da própria vida (batimentos cardíacos acelerados; respiração ofegante; aumento súbito e passageiro da pressão sanguínea; agitação; tensão muscular; suor; boca seca, etc.). É essa fase que nos move para a ação.


SEGUNDA FASE: RESISTÊNCIA
Se o estresse continua presente por tempo indeterminado, se inicia a “FASE DA RESISTÊNCIA”. Nessa fase, o organismo tenta voltar ao seu estado de equilíbrio se adaptando ou eliminando o problema. Os sintomas mais comuns são: problemas com a memória; mal-estar generalizado; alteração no apetite; cansaço constante; tontura; apatia; irritabilidade excessiva; diminuição da libido, etc.


TERCEIRA FASE: QUASE-EXAUSTÃO
Se o agente estressor é contínuo e não encontramos estratégias para lidar com ele, o organismo esgota sua reserva de energia adaptativa e entra na “FASE DE QUASE-EXAUSTÃO”. Nessa fase, os sintomas do estresse persistem, porém, de forma ainda mais intensa e constante. O organismo já começa a lhe dar sinais através do surgimento de algumas doenças, ainda não incapacitantes, mas que já causam prejuízos à saúde. Os sintomas incluem ainda o abuso de medicamentos ou substâncias químicas como, por exemplo, álcool ou drogas. Mas, embora apresentando desgaste e outros sintomas, a pessoa ainda consegue trabalhar e atuar na sociedade até certo ponto.


QUARTA FASE: EXAUSTÃO
É o estopim do estresse. Nessa fase, somado a todos os sintomas anteriores, podem sugir doenças mais graves, tanto físicas como mentais (enfarte, úlceras, psoríase, Síndrome de Bournaut, Depressão Grave, dentre outros). Isso porque o organismo já se encontra debilitado e a pessoa já não é mais capaz de funcionar adequadamente, não conseguindo, na maioria das vezes, trabalhar ou se concentrar em determinada tarefa.

Nem todo estresse é ruim

Apesar das inúmeras consequências negativas do estresse, nem todo estresse prejudica a saúde. Isso porque, certa dose de estresse pode ser benéfica para as pessoas, já que ele é importante para estimular o nosso desenvolvimento e crescimento intelectual e emocional. Porém, devemos considerar que as pessoas diferem na quantidade de estimulação que é entendida como benéfica para o seu funcionamento. Ou seja, o nível de estimulação necessária varia de pessoa para pessoa. Assim como o estresse também varia. O que é considerado estresse para mim, pode não ser para você e vice-versa.

Imagine que seu sistema nervoso funciona de forma semelhante a um instrumento musical. Para que o instrumento emita o som é preciso pressionar/estimular a corda do mesmo. Se você estimular muito pouco essa corda, o som sairá frouxo e fraco. Mas, se você estimular demais você pode estourar a corda. Então é preciso encontrar a medida certa de estímulo necessário para que esse instrumento funcione adequadamente e cada instrumento terá uma determinada quantidade de estimulação necessária. Percebe a analogia? Pouco ou muito estresse podem ser prejudiciais, o ideal é sempre o equilíbrio e nunca os extremos. Mas, está aí uma tarefa extremamente difícil, encontrar o equilíbrio, não é mesmo?

Existem dois tipos de estresse

Temos o Eustress que é benéfico e construtivo e o Distress que é prejudicial e nocivo. E é exatamente em situações mais severas e prolongadas de distress que as consequências graves surgem.

Pessoas submetidas a níveis elevados de estresse tem maior probabilidade de apresentar doenças. Bem como consomem mais álcool, drogas, tabaco e café, sendo que o consumo elevado dessas substâncias também está associado a várias doenças. A capacidade cognitiva como a memória e a atenção, fica altamente prejudicada. Desta forma, essas pessoas ficam mais propensas a sofrer acidentes domésticos, em atividades esportivas, no trabalho e no trânsito. 

11 dicas para prevenir o estresse

Antes de qualquer dica para que você possa prevenir elevados níveis de estresse e consequentemente as inúmeras consequências, é importante que você saiba que qualquer problema de ordem Mental/Emocional deve ser tratado com um profissional habilitado para tal, sendo este profissional o Psicólogo e o Psiquiatra. Portanto, se você se identificou com os sintomas citados nos textos anteriores, ou percebeu que já está sofrendo com alguma das consequências negativas do estresse, procure um Psicólogo o quanto antes. NÃO NEGLIGENCIE SUA SAÚDE MENTAL/EMOCIONAL, o preço pago por isso no futuro pode ser caro demais. E isso não é “frescura” somente sua, haja vista que, segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, estima-se que cerca de 90% da população mundial é atingida por essa doença mental.

Dito isso, aqui vão algumas dicas que você pode começar a praticar AGORA para ter mais qualidade de vida e menos estresse:

1 – Conheça suas emoções e observe seus pensamentos;
2 – Aprenda a dizer NÃO;
3 – Respeite e gerencie melhor o seu tempo;
4 – Pratique uma atividade física;
5 – Tenha uma alimentação saudável;
6 – Cuide do seu sono;
7 – Ria com mais frequência;
8 – Tenha momentos de Lazer;
9 – Se ame, se priorize, invista em você;
10 – Aprenda a lidar com os estressores;
11 – Busque ajuda de um Profissional.

Imagino que lendo esta lista você pode estar pensando: “ah, mas eu não tenho tempo de parar pra ficar fazendo isso, minha vida é muito corrida, meu tempo é curto”. 

CUIDADO com a desculpa da falta de tempo! TEMPO É QUESTÃO DE PRIORIDADE!

Pense nisso.

Ah, se você ainda não leu outros conteúdos aqui no blog, indico o de “Transtornos Mentais. Será que possuo algum?”

Deixe seu comentário, ele é muito importante para mim.

Um beijo.

 

Como me livrar do estresse? Read More »

Transtornos mentais. Será que possuo algum?

Transtorno mental (também chamado de transtorno psiquiátrico ou psicológico) é uma disfunção caracterizada por uma perturbação clinicamente significativa na cognição, na regulação emocional ou no comportamento de um indivíduo. Isso reflete em uma alteração nos processos psicológicos, biológicos ou de desenvolvimento subjacentes ao funcionamento mental. A palavra transtorno significa anormalidade e quer dizer que uma função do seu corpo, nesse caso a mente, pode não estar funcionando corretamente, causando assim prejuízos na sua vida. Os Transtornos Metais afetam diretamente o pensamento, os sentimentos, as percepções, as sensações, e o modo como nos relacionamos, já que é na nossa mente que tudo isso se constitui.

Transtornos mentais mais comuns

Depressão, Transtorno de Ansiedade Generalizada, Transtorno de Ansiedade Social, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), Transtorno de Pânico, Fobias Específica, Transtornos relacionados a substâncias, Transtorno de Personalidade Borderline, entre outros. Existem vários critérios que devem ser preenchidos para compor um determinado transtorno mental. Esses critérios estão descritos no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) feito pela Associação Americana de Psiquiatria https://www.apa.org/ com o objetivo de facilitar o estabelecimento de diagnósticos mais confiáveis pelos profissionais de saúde mental. Nesse sentido, o diagnóstico é extremamente importante para que possamos traçar uma linha de tratamento adequada, buscando obter uma melhora na sua qualidade de vida.

Qual é a “causa” dos transtornos mentais?

Os Transtornos Mentais não possuem causa única, ou seja, sua CAUSA é MULTIFATORIAL, sendo o RESULTADO DE VÁRIOS FATORES interligados como biológicos, psicológicos e sociais (hereditariedade, história de vida, ambiente, personalidade, etc). Funciona semelhante a uma receita de bolo. Para fazer um bolo você precisa de vários ingredientes (ovo, farinha, açúcar, fermento, leite, etc), não é possível obter um bolo tendo apenas o ovo e o leite, por exemplo, ou apenas o fermento e o açúcar. Da mesma forma, acontece com o transtorno mental, onde um aspecto em isolado não pode ser considerado como causa. É como se todos esses ingredientes fossem os fatores desencadeantes e para esse bolo dar certo é preciso ainda, além dos ingredientes, ter um ambiente que o favorece, ou seja, no caso do bolo, um forno pré-aquecido a uma temperatura ideal. Portanto, para se desencadear um transtorno é preciso ter um conjunto de fatores (ingredientes) associado a um ambiente desfavorável (que favorece o transtorno).

Transtornos mentais têm cura?

Quando falamos em Transtornos Mentais não falamos em cura, mas sim em tratamento e controle. TODOS os transtornos mentais possuem TRATAMENTO e você pode ter uma melhora gigantesca, incluindo a remissão dos sintomas, se realizar o tratamento adequado. Não falamos em cura, pois é impossível garantir que após ter superado uma depressão atual, por exemplo, você fique imune para sempre a ela. É claro que já ter enfrentado uma depressão te ajuda a enfrentá-la novamente no futuro caso ela volte, afinal, você aprende no tratamento a como lidar com ela, mas isso não te deixa imune. Porém, a maioria dos transtornos mentais podem ser tratados até o ponto em que você não tenha mais os sintomas ou até o ponto que os sintomas fiquem tão fracos que já não preenchem mais os critérios para o diagnóstico de determinado transtorno. Alguns transtornos mentais são mais graves e vão precisar de um acompanhamento maior, mas mesmos nos casos mais graves também é possível ter uma melhora significativa, onde você possa viver com mais qualidade de vida e menos sofrimento e prejuízo. E você sabe qual é o tratamento adequado para os transtornos mentais? Psicoterapia com psicólogo (de preferência na abordagem da Terapia Cognitiva-Comportamental) e acompanhamento com psiquiatra. Para o tratamento de transtornos mentais não existe outro caminho, assim como não existe outro caminho para tratar uma doença cardíaca a não ser com o cardiologista, por exemplo, ou uma fratura a não ser com o ortopedista e o fisioterapeuta. Então, pare agora de desperdiçar o seu tempo com atalhos e promessas muito tentadoras e milagrosas e busque o tratamento correto, combinado? Um beijo! Ah, não esqueça de deixar seu comentário. É muito importante para mim.

Transtornos mentais. Será que possuo algum? Read More »

plugins premium WordPress